Muita gente usa o discurso de que é bruxa porque está no “sangue” da família, porque na numerologia tem alguns números que indicam ou alguém disse e a pessoa se conectou com isso. Enfim, a pergunta é: quem foram as bruxas?

Sabemos que mulheres e homens queimados por serem bruxos eram, em realidade, curandeiros, pagãos, mas também haviam aqueles que eram cristãos e tinham uma visão diferente do cristianismo, e outros tinham apenas um comportamento diferente do padrão.

A conexão com as energias da natureza e o conhecimento de ervas e curas era utilizada como indicativo de que alguém praticava bruxaria – o que é em parte verdade, porém, muito do mito da bruxa da floresta (velha e feia, que mora sozinha e entende de poções) ou mesmo da bruxa bonita e sedutora (que destrói casamentos e leva homens à loucura) vem da ideia cristã de heresia. Todo não-cristão era visto como herege e, ao ser herege e não aceitar o Deus cristão, a lógica cristã diz que esta pessoa só pode ter um pacto com o Diabo e, por tanto, ser uma bruxa ou bruxo.


Então o que realmente torna alguém Bruxa?

Bruxa(o) é toda aquela que tenha uma conexão com sua sabedoria interior, com sua ancestralidade, com o espírito e com a natureza. E isso vai se manifestar em cada um de forma diferente, não necessariamente fazendo feitiços ou poções. Sua magia pode se manifestar na culinária, no momento que você acende uma vela ou em palavras de cura.


O fato é que todo ser encarnado tem a capacidade de se conectar com o espiritual, Deus interior ou sabedoria ancestral (como você preferir chamar) e isso não tem nada a ver com religião! É uma característica inapta, única e linda!

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